Faz hoje trinta e cinco anos que morreu W.H. Auden, sozinho e amargurado, em um hotel em Viena. A notícia se espalhou como uma bomba entre a few thousand. Chester Kallman encontrou seu corpo pela manhã e nunca mais se recuperou do choque. Hannah Arendt lamentou não ter entendido nem aceitado o pedido de casamento e de socorro que ele lhe fizera três anos antes. Christopher Isherwood, seu mais antigo amigo, foi acuado por um microfone da BBC enquanto se acabava em lágrimas. Bruno Tolentino recebeu a notícia de sua morte - ”aquele horror sem cabimento”, escreveria - em um aeroporto quase deserto.
Pois foi bem hoje que terminei de ler a maravilhosa biografia “Auden”, escrita por Richard Davenport-Hines. Coincidência das brabas ou não, é um daqueles sinais que o próprio Auden não desprezaria.