Bonde do soneto

Vai, calça da Gang, vai até o chão:

cá neste baile suado, lotado,

admiro-te a dançar bem ao meu lado,

à batida violenta do pancadão.

 

Vem, tchutchuca, olha aqui o teu tigrão:

cheirarei teu cabelo oxigenado

beijarei teu rosto purpurinado,

a fim de sentires toda a pressão.

 

Se danças, também eu hei de dançar:

mas eis que vem a sujeira chegando

e antes que a polícia nos arranque

 

o couro, melhor é logo escapar…

Já que não posso mais te ver dançando,

em forma de soneto compus um funk.

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